• Teste Hyundai Tucson 1.7 CRDI Executive: Embaixador europeu
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Teste Hyundai Tucson 1.7 CRDI Executive: Embaixador europeu

Mais do que um novo modelo, o Tucson tem a missão de servir de embaixador da marca coreana para o Velho Continente. Aqui na versão mais comercializável assente no único motor Diesel da gama, o 1.7 CRDI.

A história recente da Hyundai na Europa traduz-se numa espécie de conquista de espaço e de consolidação da imagem da própria marca. Um processo moroso, longe de ser fácil, mas que ao poucos tem vindo a dar os seus frutos, principalmente graças à excelente prestação da gama i40, verdadeiro porta-estandarte de toda esta estratégia.

Hoje, pode-se dizer que os modelos do construtor coreano são vistos com outros olhos, resultado de uma evolução muito positiva tanto em termos de qualidade como de estilo. Nesse sentido, o melhor exemplo desta ofensiva é o protagonista do nosso teste, o novo Tucson. Apelidado como o embaixador da Hyundai para o Velho Continente, cabe ao substituto do ix35 indicar o caminho que a marca quer delinear para o futuro.

Para este trabalho elegemos a versão turbodiesel 1.7 CRDi munida do nível de equipamento intermédio Executive que, segundo o importador, será a responsável pela maior fatia de vendas no nosso país.

À imagem da Europa

Concebido segundo os gostos dos clientes europeus, o Tucson representa um substancial incremento em todos os sentidos, face ao antecessor. A carroçaria de 4,47 metros de comprimento é maior 6,5 centímetros que a do ix35, o que se reflete num habitáculo também mais generoso e, sobretudo, bem mais cuidado. Desde a escolha dos materiais aos acabamentos é evidente um tratamento mais cuidado, mesmo tendo em atenção que a zona superior do tablier é composta por plásticos duros, algo a rever numa próxima geração. De igual forma, a posição de condução sobrelevada, associada às várias regulações do banco e do volante, oferece boa visibilidade e todos os comandos estão à mão de semear.

Seguindo esta tendência positiva, a habitabilidade recebe cinco adultos com algum à-vontade, sendo de realçar, atrás, a possibilidade de regulação dos encostos dos bancos e o espaço para as pernas. Na prática, falta apenas o ajuste longitudinal dos mesmos, é pena… Como compensação, a capacidade da bagageira de 513 litros, quando equipado com kit de reparação (488 litros com pneu de substituição), assume-se como uma das maiores da categoria, sendo complementada por vários pequenos espaços de arrumação espalhados no interior.

Chega e sobra

Para dar alma à única versão Diesel disponível, a marca coreana elegeu o motor 1.7 CRDI. Tendo como princípio o sistema de injeção direta common rail e um turbocompressor de geometria variável, este surge acoplado a uma caixa manual de seis velocidades que aproveita na medida certa a energia dos 115 CV e do binário de 280 Nm, constante entre as 1.250 e as 2.750 rpm, que dá um importante contributo em termos de recuperações nos regimes intermédios e, consequentemente, na agradabilidade de utilização.

Assim, as subidas no conta-rotações são feitas de forma convincente (atenção que também não é um foguete) e consegue manter velocidades estáveis sem ser necessário estar sempre a recorrer à alavanca da caixa de velocidades. A ajudar, e desde que a condução seja minimamente descontraída, não é difícil manter o ponteiro dos consumos na casa dos seis litros por cada 100 quilómetros; onde conta com o sistema de paragem e arranque automáticos do motor Stop & Go Integrado.

Ainda no capítulo dos motores, é de referir que a gama conta ainda com versão 1.7 CRDI de 141 CV munida da nova caixa automática de dupla embraiagem DCT.

Prioridade ao conforto

Mas se no motor a situação já era mais ou menos conhecida, no que concerne à dinâmica de condução o caso muda ligeiramente de figura. Munido de tração dianteira e jantes de liga leve de 17 polegadas (de série no nível de equipamento Executive), o SUV da Hyundai destaca-se, sobretudo, pela notável sensação de comodidade. Um aspeto a que não alheio a boa insonorização do habitáculo e estruturas de suspensões (tipo McPherson à frente e multibraços atrás) revistas e pensadas em prol do máximo conforto. Uma opção que é acompanhada por um comportamento equilibrado, onde a sensação de segurança é uma constante, mas que não evita algumas oscilações da carroçaria em curva quando a velocidades mais elevadas.

O Hyundai Tucson 1.7 CRDI Executive é proposto com o preço de venda ao público de 34.947 euros, um montante que o coloca um pouco acima dos principais concorrentes. Contudo, o importador nacional está a levar a efeito uma campanha promocional que permite baixar o valor final para os 33.490 € (preço de campanha sem financiamento) ou os 31.240 € (preço de campanha com financiamento). Para além disso, e juntamente com a garantia geral de 5 anos sem limite de quilómetros e 5 anos de assistência em viagem, a marca oferece, ainda, a manutenção programada durante o mesmo período ou 100 mil quilómetros.

CONCLUSÃO

O novo Hyundai Tucson revela uma evolução substancial em relação ao ix35. Desde o design mais trabalhado ao incremento das cotas de habitabilidade, passando pela qualidade e conforto tudo é diferente… para melhor. O preço com campanha torna-o bastante apetecível.

Texto Miguel Rodrigues

Fotos Paulo Calisto

FICHA TÉCNICA

HYUNDAI TUCSON 1.7 CRDI EXECUTIVE

TIPO DE MOTOR                    Diesel, 4 cilindros em linha, turbo

CLINDRADA                            1.685 cm3

POTÊNCIA                              115 CV às 4.000 rpm

BINÁRIO MÁXIMO                280 Nm entre as 1.250 e as 2.750 rpm

VELOCIDADE MÁXIMA       176 km/h

ACELERAÇÃO                         13,7 S (0-10 km/h)

CONSUMO                             4,6 l/100 km (misto)

EMISSÕES CO2                       119 g/km

DIMENSÕES (C/L/A)               4.475 / 1.850 / 1.650 mm

PNEUS                                    225/60 R17

PESO                                       1.500 kg

BAGAGEIRA                            513 l

PREÇO                                    33.490 €

LANÇAMENTO                    Janeiro de 2016

 

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