Bosch reforça aposta na montagem de ecrãs 3D em veículos

Nos cockpits do futuro, os monitores digitais terão um papel fundamental na interação entre motoristas e veículos. Com os novos dispositivos de visualização 3D, a Bosch está a dar resposta a essa tendência.

Estes produtos utilizam tecnologia 3D passiva para gerar um efeito tridimensional realista que permite que a informação visual seja captada mais rapidamente do que quando exibida em telas convencionais.

As previsões sugerem que o mercado global de displays de veículos irá duplicar de 15 bilhões de dólares (13,4 bilhões de dólares) para 26,7 bilhões de dólares até 2025 (fonte: Global Market Insights). Curvo, equipado com LEDS orgânicos (OLEDs) ou livremente configurável – a Bosch define regularmente o padrão de referência para os displays dos veículos.

Os monitores 3D são a última tendência dos cockpits dos veículos. No ecrã de cinema, um efeito 3D serve principalmente para aumentar o valor de entretenimento de um filme. Mas no que diz respeito a um veículo, o caso é diferente.

Além disso, ao estacionar, a imagem da câmara de visão traseira é mais realista, permitindo que os obstáculos sejam detetados mais cedo. Isto significa, por exemplo, que os condutores podem ter uma noção ainda mais precisa do espaço deixado entre o para-lama traseiro e uma parede de garagem.

Também ao circular nas estradas esse efeito 3D desempenha um papel decisivo, uma vez que profundidade espacial da visualização do mapa torna imediatamente claro qual edifício que marca a próxima curva. Para os seus novos displays, a Bosch utiliza uma tecnologia 3D passiva, que funciona sem quaisquer recursos adicionais, como rastreamento ocular ou óculos 3D.

Os olhos são responsáveis por 90% de toda a perceção sensorial humana. Mostrar simplesmente as informações num painel de instrumentos dos carros é algo ultrapassado. O futuro passa pela interação entre utilizadores e displays. E a Bosch está pronta para isso.

O portfólio da Bosch inclui aplicações de todos os tipos – de pequenas e planas a grandes e curvas, e às vezes em formatos pouco comuns, como redondos ou com cantos recortados. Para além disso, a interação pode assumir a forma de controlo de voz ou toque – o último também com feedback tátil.

À medida que os monitores crescem em tamanho, tornam-se mais multifuncionais e inteligentes, apresentando-se com controlo por e voz e tátil, sendo necessária uma cada vez maior capacidade de computação. Isto poderia significar muitas mais unidades de controlo. Atualmente, tantas quanto 15 unidades de processamento de back-end controlam o display e os sistemas operacionais.

A Bosch utiliza apenas um computador de cockpit para coordenar toda a IHM e delega todas as funções de controlo numa unidade de controlo central.

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