O ‘azarado’ Chris Amon faleceu aos 73 anos

O ‘azarado’ Chris Amon faleceu aos 73 anos

Ficou conhecido na Fórmula 1 como o piloto mais azarado de todos os tempos. O neo-zelandês Chris Amon esteve muitas vezes perto de vencer corridas, mas os mais variados motivos impediram-no sempre de subir ao degrau mais alto do pódio. Aos 73 anos de idade, Amon sucumbiu a um cancro e faleceu no Hospital de Rotorua, na sua terra-natal.

“O Chris lutou contra o cancro nos últimos anos, mas manteve não só o interesse na Fórmula 1- e o seu vasto leque de tópicos favoritos -, como também o seu maravilhoso sentido de humor completo com uma gargalhada contagiante”, anunciou a sua família em comunicado.

Extremamente rápido nas competições de promoção, Amon subiu na sua carreira até à Fórmula 1, onde chamou a atenção de, nada mais, nada menos, do que Enzo Ferrari, o lendário fundador da Scuderia Ferrari. Foi precisamente ao serviço da formação de Maranello que Amon mais perto esteve de vencer, mas foi também aí que a sua reputação de azarado cresceu exponencialmente. Indiscutível era a sua velocidade e talento ao volante, sendo visto por muitos dos especialistas como um dos melhores pilotos a nunca conseguir vencer um grande prémio de Fórmula 1.

Contudo, no seu pecúlio contam-se 11 pódios e, fora da modalidade rainha do automobilismo, um triunfo à geral nas 24 Horas de Le Mans de 1966 (ao lado de Bruce McLaren), que fez este ano 50 anos precisamente e que, de forma curiosa, também teve na Ford a vencedora da competição de La Sarthe, mas agora na classe GTE Pro com o novo GT. Também em resistência, Amon venceu ao serviço da Ferrari as 24 Horas de Daytona de 1967, tendo sido aliás, desse triunfo que a Ferrari o escolheu para a sua equipa de Fórmula 1, onde fez parceria com o malogrado Lorenzo bandini, morto no GP do Mónaco de 1967.

De forma coincidente, era a primeira corrida de Amon com a Ferrari. Resistindo bem à pressão de assumir a posição de número 1 da equipa, o piloto teve diversas boas prestações, que prosseguiram no ano seguinte, quando ao volante de um Ferrari 312 obteve três pole positions e lutando por triunfos nalgumas ocasiões. Problemas mecânicos sempre surgiam.

Acabou por deixar a modalidade sem qualquer triunfo, mas Chris Amon nunca lamentou a sua sorte. Ou falta dela, sobretudo numa era em que a Fórmula 1 era extremamente perigosa, ceifando a vida a muitos pilotos promissores e a outros já consagrados. “Tenho mais sorte do que o Jimmy [Clark], do que o Jochen [Rindt], do que o Bruce [McLaren] e do que o Piers [Courage]. Tive mais sorte do que os meus colegas de equipa [Lorenzo] Bandini, [Ludovico] Scarfiotti, [Jo] Siffert e do que o [François] Cévert. Tive diversos grandes acidentes que me poderiam ter morto. Parti costelas, mas nunca me feri gravemente”, cita o site oficial da Fórmula 1, recordando a posição de Amon em relação ao seu famigerado azar.

Despediu-se, então, da corrida da vida, aos 73 anos de idade, na Nova Zelândia.

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