A história de sucesso do Opel Corsa regressa em setembro com nova geração

Desde o lançamento, em 1982, até à data, a Opel produziu mais de 13,6 milhões de unidades Corsa, o que torna o modelo num dos automóveis mais emblemáticos da História.

Com a estreia da sexta geração do modelo na próxima edição do Salão de Frankfurt, em setembro, a Opel traz ao mercado um automóvel equipado com tecnologias que antes só estavam disponíveis em modelos de segmentos superiores. E, pela primeira vez, o Opel Corsa está disponível numa versão totalmente elétrica.

O Corsa A surge em carroçaria de dois volumes com proporções equilibradas, com apenas 3,62 metros de comprimento. Os guarda-lamas pronunciados são, desde logo, um traço original e dão-lhe uma imagem dinâmica e inovadora.

Um dos grandes trunfos é o desempenho em estrada, sobressaindo um coeficiente aerodinâmico extremamente baixo de 0,36, muito provavelmente o recorde naquela classe de automóveis. O desenhador Erhard Schnell havia criado linhas bem vincadas destinadas a agradar especialmente a clientes masculinos. No topo da gama está uma versão GSI com motor de 100 cv de potência. Opção a gasóleo surge pela mesma altura.

Às variantes de dois volumes/três portas e três volumes/quatro portas junta-se, em 1985, a carroçaria de cinco portas, que se torna de imediato extremamente popular. Logo no início dos anos 1990 o Corsa volta a ser notícia pelo facto de passar a oferecer catalisador de série, tal como a maior parte da restante gama Opel. No final do ciclo de vida, o Corsa A contabiliza 3,1 milhões de unidades comercializadas.

Com alguma surpresa, a Opel verifica que uma fatia considerável dos clientes Corsa são mulheres. Chegada a hora da sucessão, os responsáveis da marca tomam uma decisão estratégica: o Corsa B assumirá um posicionamento deliberado para apelar sobretudo às senhoras. Do estirador de Hideo Kodama, uma das estrelas do Design da Opel, sai um Corsa com linhas onduladas e faróis arredondados. Tem mais 10 centímetros de comprimento e é bastante mais espaçoso por dentro.

No capítulo mecânico, o Corsa B inova com um sistema antibloqueio de travões (ABS), proteção contra impactos laterais e ‘airbags’ frontais. Surge com múltiplas variantes de carroçaria, de três volumes a ‘pick-up’, passando por ‘station wagon’, destinadas a mercados de quase todo o mundo.

Os motores a gasolina já têm injeção de combustível e conversor catalítico. A versão mais dinâmica apresenta-se com motor de 16 válvulas e a motorização Diesel tem agora turbocompressor. O segundo Corsa ultrapassa a fasquia de 4 milhões de unidades vendidas, tornando-se na geração mais popular do modelo. Ainda hoje é possível ver exemplares muito bem conservados nas estradas, orgulhosamente mantidos pelos seus proprietários.

Seguindo a máxima de que ‘em equipa que ganha não se mexe’, Hideo Kodama é novamente escolhido para liderar a equipa que vai desenhar o Corsa C. Deliberadamente, as linhas são inspiradas no antecessor. O novo Corsa cresce de novo 10 centímetros em comprimento e assume uma postura diferente na estrada, com maior distância entre eixos, o que, por seu turno, permite aproveitar muito melhor o espaço no habitáculo. Pela primeira vez, a carroçaria é integralmente construída em aço galvanizado. Os motores estão mais sofisticados do que nunca, com cabeças de 16 válvulas (gasolina) e turbocompressor aliado a injeção direta (gasóleo). Mais potência e menor consumo é um binómio alcançado em toda a linha, com todas as motorizações a cumprirem a exigente norma Euro 4. Em seis anos no mercado, o Corsa C vende 2,5 milhões de unidades.

O Corsa D marca a separação do estilo das carroçarias de três e cinco portas. A primeira assume um formato de tipo ‘coupé’, do género do primeiro Corsa de três portas. A variante de cinco portas torna-se num espaçoso utilitário familiar.

Este Corsa mantém comprimento inferior a 4 metros, crescendo exatamente para 3,999 metros. Com a nova tecnologia ecoFLEX, o Corsa passa a ter sistema Start/Stop e motores especialmente eficientes. A versão com motor turbodiesel 1.3 CDTI consome apenas 3,3 l/100 km na média de ciclo misto e emite tão pouco como 88 g/km de CO2. A quarta geração Corsa chega ao termo em 2014 com um total de 2,8 milhões de unidades vendidas.
Dinâmico, prático e atraente, o Corsa E vendeu, até à data, 1,2 milhões de unidades. Esta quinta geração do modelo é produzida nas fábricas da Opel de Saragoça e Eisenach, em variantes distintas de carroçaria de três e cinco portas. Pela primeira vez, o pequeno utilitário da Opel excede quatro metros de comprimento. Com 4,02 m, o Corsa oferece espaço, conforto e mais equipamento.

Volante e bancos com aquecimento, ar condicionado com controlo eletrónico, câmara dianteira com Reconhecimento de Sinais de Trânsito e Manutenção de Faixa, além de sistemas de infoentretenimento compatíveis com Apple CarPlay e Android Auto, são apenas alguns destaques. A gama possui versões desportivas topo de gama, primeiro uma OPC com 207 cv de potência e posteriormente uma GSi com 150 cv.

A geração mais recente do Opel Corsa tem a especial particularidade de oferecer, pela primeira vez, uma versão com motorização elétrica a bateria. Com o Corsa-e, a Opel pretende alargar o acesso à mobilidade elétrica a um leque significativamente mais vasto de pessoas. Uma vez mais, a marca alemã cumpre o objetivo de oferecer, num modelo acessível, tecnologias e equipamentos inéditos que antes só estavam disponíveis em classes de veículos superiores. É o caso dos sofisticados faróis de matriz de LED, que o Corsa estreia no segmento dos subcompactos. O Corsa oferece igualmente os mais recentes sistemas de Alerta de Colisão Dianteira com Travagem Automática de Emergência e deteção de peões, assim como Programador de Velocidade Adaptativo baseado em radar.

Com 4,06 metros de comprimento, o novo Corsa sobressai pela dinâmica, com um habitáculo confortável e muito prático. A linha de tejadilho, ao estilo ‘coupé, é mais baixa em 48 milímetros face ao modelo anterior, sem que isso represente qualquer sacrifício ao nível de altura disponível para condutor e passageiros. Note-se que a posição de condução pode ser regulada para um ponto inferior que é 28 mm mais baixo. O centro de gravidade rebaixado tem reflexos positivos no comportamento dinâmico do automóvel. Na verdade, o novo Corsa tem uma condução mais ‘direta’ e mais divertida.

A oferta do Corsa no mercado português engloba uma gama completa de três níveis de equipamento e quatro motores, a gasolina e Diesel, com preços a partir de 15.510 euros. A versão elétrica a bateria, que se destaca com autonomia de 330 quilómetros (WLTP), tem preços a partir de 29.990 euros. O extenso equipamento de série acentua a relação preço-valor. As encomendas já abriram e as primeiras unidades, com motores térmicos, chegam em novembro.

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