SEAT desenvolve tecnologia GNC para o Grupo VW

Luca de Meo, Presidente da SEAT, inaugurou, no passado dia 11 de abril, em Madrid o VI Congresso da GASNAM, que contou também com a presença de José Ramón Freire, Presidente da GASNAM; Begoña Cristeto, Secretária Geral da Indústria e das Pequenas e Médias empresas; e Jorge Seguro Sanches, Secretário de Estado da Energia de Portugal.

Durante a sua intervenção, Luca de Meo abordou a capacidade da indústria espanhola em inovar e adaptar-se a novos desafios, como o da mobilidade nas cidades e emergência no uso das energias renováveis. E sobre este ponto específico, de Meo afirmou que “o gás natural veicular tem um grande potencial de negócio, tanto para a indústria do automóvel como para a própria indústria do gás”.

A SEAT posicionou-se como marca referencial no Gás Natural Comprimido (GNC) do Grupo Volkswagen. Precisamente sobre este aspeto, o Presidente da SEAT anunciou que o Centro Técnico da SEAT, que conta com mais de 1.000 engenheiros, desenvolverá a tecnologia GNC para o Grupo Volkswagen, convertendo-se assim num Centro de Tecnologia a nível internacional. “Queremos que esta seja uma tecnologia made in Spain; queremos ser pioneiros e acreditamos que vamos consegui-lo”, disse.

De Meo definiu esta energia como “uma alternativa sustentável e rentável face aos combustíveis tradicionais e ao veículo elétrico”. E nessa perspetiva, sublinhou que os clientes procuram autonomia, com uma carga que possa ser feita no trabalho ou em casa e que seja rápida. “Em suma, que o processo seja simples e económico”.

“O melhor da tecnologia GNC é que já existe”, pelo que “não são necessários grandes investimentos e pode ser oferecida amplamente aos clientes”, afirmou. Entre as maiores vantagens está o tempo de reabastecimento, que é rápido e limpo; e que tem um preço semelhante ao dos carros diesel ou a gasolina. Por isso, “o GNC não é apenas uma tecnologia ponte, mas sim uma alternativa real a longo prazo”.

Perante os representantes máximos da indústria do gás, Luca de Meo sublinhou que estes veículos têm uma dupla vertente ECO (ECOlógicos e ECOnómicos), já que existem reservas de gás para centenas de anos.

Também referiu que, se o parque de veículos de Espanha contasse com um milhão de veículos ligeiros GNC, deixariam de ser emitidas para a atmosfera 1,2 milhões de toneladas de CO2/ano, o equivalente a cobrir Madrid de árvores. “Além disso, significaria uma poupança para cada condutor de 700 a 1.000 euros por ano”.

“Estes automóveis, veículos comerciais ou camiões não requerem nenhum desenvolvimento tecnológico, sendo fiáveis, seguros, extraordinariamente competitivos nos custos, cómodos e muito práticos. Têm mais autonomia que outras opções e o seu uso adapta-se melhor à envolvente do que outras tecnologias, tanto na condução urbana, como interurbana ou de longa distância”, destacou.

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