Nova qualificação de F1 fortemente criticada
O novo formato de qualificação da Fórmula 1 é uma das grandes novidades para este ano e já está a dar que falar. Mas pelos piores motivos, recebendo críticas de todos os quadrantes, desde pilotos a responsáveis de equipas, passando mesmo pelo responsável máximo da modalidade, Bernie Ecclestone.
O GP da Austrália estreou um novo esquema de eliminação de pilotos ao longo dos 60 minutos – divididos na mesma em três fases (Q1, Q2 e Q3) com 16, 15 e 14 minutos – que se revelou confuso e, ao mesmo tempo, pouco interessante para espectadores e pilotos.
No final só resta um…
Na Q1, começam a ser eliminados carros ao cabo de sete minutos e a partir daí, a cada 90 segundos, o piloto com o pior tempo vai sendo eliminado até restarem 15 pilotos que avançam para a Q2. Nesta, repete-se o esquema apenas com a variação da primeira eliminação ocorria ao fim de seis minutos até sobrarem oito pilotos para a Q3.
Na fase decisiva, a primeira eliminação dá-se aos cinco minutos, seguindo-se eliminações sucessivas a cada 90 segundos, até só restar um piloto, autor da pole position. Teoricamente, isto poderia levar a que os pilotos fossem lutando em pista para manterem as suas hipóteses de lutarem pela pole position, mas a primeira sessão do ano, disputada em Melbourne, trouxe consigo muita monotonia e críticas.
Críticas vindas dos melhores…
Até mesmo do lado dos mais velozes, com Toto Wolff, responsável da Mercedes, a dizer que o novo formato de qualificação é “uma porcaria” e a demonstrar a sua esperança de que o mesmo possa ser alterado o mais depressa possível, até porque parece haver “vontade” para proceder a alterações.
“Penso que existe uma vontade [para a alterar]. Ninguém tentou estragar o espetáculo na qualificação de propósito. A ideia básica de ter uma sessão de eliminação ao vivo a cada 90 segundos poderia levar a resultados com alguma variabilidade e potencial para um favorito cometer erros, pelo que o conceito básico não era completamente estúpido”, referiu Wolff ao site Espnf1.com.
“Houve momentos que não havia nenhum carro em pista e isso aconteceu no final e não foi nada excitante. Toda a gente tem uma opinião e duvido que exista alguém na sala que tenha pensado que era uma grande ideia. Penso que se todas as equipas se juntassem e dissessem que é uma opinião unânime, penso que teríamos uma boa hipótese de passar. Duvido que alguém se opusesse e fosse a favor da nova qualificação”, acrescentou.
…E dos outros
Também Christian Horner, da Red Bull, criticou este novo sistema de qualificação, chegando mesmo a considerar que a F1 deveria pedir desculpa aos adeptos da modalidade após uma sessão insípida: “Acho que temos de pedir desculpa aos adeptos e espectadores porque não era isto que uma qualificação deveria ser. Deveria ser uma sessão em crescendo até um ponto alto, [mas] ter carros rápidos parados na boxe… As intenções eram boas, mas penso que devemos aceitar que falhámos. Temos de abordar o tema muito rapidamente e a minha visão pessoal é que deveríamos voltar ao que tínhamos já para a próxima corrida porque aquilo a que se assistiu hoje não foi bom para a Fórmula 1”, referiu igualmente ao Espnf1.com, referindo ainda a sua visão de que seria possível regressar ao formato antigo a tempo para o GP do Bahrein.
De resto, Fernando Alonso, piloto da McLaren, concordou que este sistema de qualificação é pouco interessante para as equipas pequenas, ao passo que Bernie Ecclestone, pouco agradado com o que se passou em pista em Melbourne, adiantou ao Autosport.com que a sessão foi “basicamente uma porcaria”, mas considerou que “é o que temos neste momento até que se consiga mudar”.
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