FIAT 500C 1.2 8V 69 CV LOUNGE: Fórmula de sucesso
Alvo de ligeira renovação, o 500 continua a servir de ponta de lança na estratégia da Fiat para o Velho Continente. Aqui, na sua versão descapotável, fica a proposta de um convite para uma viagem de cabelos ao vento com muito estilo e tecnologia ao som do motor 1.2 a gasolina.
Depois de, em 2007, ter ressuscitado a mítica designação 500, nascida originalmente em 1957, a Fiat parece ter descoberto com este pequeno modelo um autêntico filão de ouro para o ataque aos mercados europeus. Aproveitando o inegável curriculum histórico e comercial do 500, a marca italiana tem vindo a criar e explorar, com mais ou menos sucesso, os mais diversos conceitos: citadino, monovolume e crossover.
Neste sentido, não é de estranhar que na hora de renovar o 500, os responsáveis da marca tenham optado por uma solução de em equipa que ganha não se mexe, ou mexe-se pouco…. aprimorando o que já estava e reforçando algumas áreas, como por exemplo, a tecnologia.
Para este primeiro teste ao “novo” citadino da Fiat escolhemos a versão descapotável com capota de lona elétrica e o motor 1.2 a gasolina de 69 CV. Na prática, trata-se da forma mais acessível de ter um 500C, cujo preço começa nos 17.050 euros no nível de equipamento “Pop” (a versão ensaiada “Lounge” custa 18.150 €).
Descubra as diferenças
Mantendo intactas as dimensões da carroçaria de três portas, a atualização estética do 500C acaba por residir nos novos desenhos dos grupos óticos dianteiros e traseiros e na introdução de uma grelha tridimensional. Pormenores que permitem manter o pequeno modelo italiano na moda, sem adulterar a identidade e o caracter exclusivo.
No interior, a inspiração no primeiro 500 continua bem patente, no entanto, é agora servida com as mordomias dos tempos de hoje. Assim, o grande destaque vai inteiramente para o ecrã tátil a cores de 5 polegadas, bem no topo da consola central, que integra o sistema de infoentretenimento “Uconnect LIVE”. Da mesma forma, o tradicional painel de instrumentos pode ser substituído por um ecrã digital TFT de 7 polegadas (200 €), enquanto o volante e os revestimentos e tecidos dos bancos são novos. Tudo num habitáculo com configuração de quatro lugares, onde a acessibilidade traseira requer alguma ginástica e o espaço atrás é algo limitado, principalmente para os ocupantes de estatura mais elevada, fruto do formato descendente da capota. Aliás, neste particular, e com a capota aberta, é bem possível que a expressão “cabelos ao vento” ganhe verdadeiro sentido. Seguindo esta tendência, tanto a capacidade de bagageira de 185 litros (suficiente para o dia-a-dia da cidade, mas manifestamente curta aquando das viagens mais longas) como o número de pequenos espaços de arrumação podiam ser bastante melhores.
Tratando-se de um citadino, em que o fator preço fala mais alto, a qualidade assenta em materiais (plásticos) duros, porém, sem falhas na montagem, enquanto a boa ergonomia, com todos os comandos à mão de semear, facilita a utilização, e a conjugação de duas cores no tablier confere um ambiente jovem e agradável.
Por último, referência para a capota de lona com funcionamento elétrico, independentemente da velocidade, e três posições.
Peso da idade
Com já alguns anos no ativo, o motor a gasolina de 1.2 litros atmosférico, da família Fire, continua a marcar presença em vários modelos Fiat. Uma aposta que se compreende em termos de custos e fiabilidade, mas que, na prática, acusa o peso da idade. Assim, se estava à espera de encontrar neste 500C 1.2 grandes emoções ao volante, para além do facto de andar a céu aberto, então esqueça; é preferível optar por qualquer uma das versões equipadas com o propulsor 0.9 TwinAir. Face a estes, a única mais-valia do “velhinho” é o menor ruído de funcionamento e de vibrações para o interior.
Com 69 CV e 102 Nm de binário, a palavra ideal para descrever o 1.2 é honestidade, principalmente em cidade onde disfarça as suas limitações. Pouco amigo de correrias, e cientes de que qualquer ultrapassagem requer preparação, sempre com a mão na alavanca da caixa manual de cinco velocidades, é preciso o ponteiro das rotações ultrapassar as 2.800 rpm para este se revelar um simpático parceiro de viagem. No fundo, o 500C 1.2 pede uma postura calma e vale essencialmente por três fatores: facilidade de condução, alguma agilidade no trânsito e consumos médios anunciados de 4,9 litros por cada 100 quilómetros (6,2 litros durante o nosso teste).
Proposto, como referimos no início, por um preço de 18.150 euros, o 1.2 Lounge é 1.100 € mais caro que a versão de entrada de gama Pop. Um valor que é justificado, não só, por equipamento de série mais apetrechado, como pelo facto de permitir aceder a alguns itens opcionais inacessíveis no primeiro, casos dos estofos em pele, o ar condicionado automático, o pack City ou o pack Style (ver caixa de equipamento).
CONCLUSÃO
Sem adulterar a fórmula de sucesso descoberta em 2007, a renovação do 500C representa um claro upgrade, face ao antecessor, em áreas fundamentais, como o exterior e a tecnologia, e uma forma acessível de viajar com estilo a céu aberto. Pena a apatia do motor 1.2…
Texto: Miguel Rodrigues
Fotos: Paulo Calisto
FICHA TÉCNICA FIAT 500C 1.2 8V 69 CV LOUNGE
TIPO DE MOTOR Gasolina, 4 cilindros em linha, atmosférico
CLINDRADA 1.242 cm3
POTÊNCIA 69 CV às 5.500 rpm
BINÁRIO MÁXIMO 102 Nm às 3.000 rpm
VELOCIDADE MÁXIMA 160 km/h
ACELERAÇÃO 12,9 s (0 a 100 km/h)
CONSUMO 4,9 l/100 km (misto)
EMISSÕES CO2 115 g/km
DIMENSÕES (C/L/A) 3.571 / 1.627 / 1.488 mm
PNEUS 185/55 R15
PESO 905 kg
BAGAGEIRA 185 l
PREÇO 18.150 €
LANÇAMENTO Setembro de 2015
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1 Comentário
Carmo
Março 12, 18:29